Muitas pessoas que dizem acreditar e seguir o
espiritismo – doutrina criada a partir dos escritos de Allan Kardec – não
gostam de ler livros de filosofia e muito menos científicos, isso é até contra
os princípios do espiritismo. Claro que existem coisas que poderiam ser
evitadas dentro da doutrina e não são, não entenderam que a doutrina é
filosófica cientifica, não entenderam que não tem bases nenhuma religiosa e não
entenderam se somos espíritos, somos a essência do divino sem precisar ter uma
religação. O problema nisso tudo é muito mais cultural do que propriamente,
religioso, pois temos nossa raiz cultural cristã católica muito bem enraizada
ao ponto de submeter outras doutrinas aos seus ensinamentos. Não existe base
mais religiosa do que atribuir ao espiritismo, a terceira revelação de Fatima
ou que o espiritismo é o espirito da verdade de Jesus assim sendo, num modo bem
cético, a doutrina se desviou do seu real objetivo que era dar ao ser humano o
conhecimento filosófico e cientifico para o progresso moral. Falhou em colocar
coisas que não passam de religiosidade, formas de adoração de espíritos e
médiuns e mais do que isto, começou a adotar posturas que não caberia na
doutrina.
Vamos ver que filosofia vem do grego
“philosophia" que tem o termo “philia” (que quer dizer amizade) e outro
termo “sophia” (que quer dizer sabedoria). Talvez, quando Pitágoras forjou o
termo “philosophós”, ele tenha querido dizer que era um amigo da sabedoria que
mesmo ela estando perto dele, ele ainda estivesse procurando um meio para ela
estar com ele eternamente, uma sabedoria que elevasse ele aos deuses (já que na
época, se acreditava nos deuses). Mas o grego clássico tinha uma ideia muito
mais restrita do amigo ou da amizade, pois era uma relação de extrema
intimidade, tanto é, que o filósofo Aristóteles vai dizer que um amigo é um
outro eu. A sabedoria (sophia), acaba sendo um outro “eu” dentro do que o grego
clássico tinha como amizade, seria o que algumas alas da psicanalise diz, como
“álter ego” (o outro eu). Isso quer dizer que podemos questionar algumas
posições dentro da cultura e dentro das religiões vigente e até mesmo, dentro
do espiritismo.
Podemos dizer que a filosofia é nós
acordarmos do nosso sono dogmático e cultural que somos submetidos, como na
caverna de Platão (que dizem ter respondido algumas perguntas no Livro dos
Espíritos), quanto do filme Matrix. O começo da tomada de consciência é
questionar, é perguntar se aquilo é ou não verdade e antes de tudo, adquirir
conhecimento. Esse é o verdadeiro espirito da verdade, o conhecimento e com
esse conhecimento, vamos subindo a escada da evolução transcendental. Todo
filósofo começa com a pergunta, “será quê…?”, que dará ao indagador o motivo de
ir muito mais além do que nos é passado. Será que realmente os seres vivos
vieram da agua? Será mesmo que Sócrates existiu? Será que existiram
civilizações como a atlante? São essas formas que levam ao filósofo começa a
sair da prisão do critério conceitual da moral humana e descobrir um novo
caminho. Lembramos que Jesus disse que o caminho da perdição é largo, que o
verdadeiro caminho é difícil e estreito. Sócrates, Buda, Platão e todos esses
famosos espíritos do conhecimento, disseram o mesmo e que coloca em xeque
muitas doutrinas dessas religiões ditas cristãs. Por que Elohim Jeová não
queria que o conhecimento fosse dado ao homem? Ou Prometeu foi castigado por
dar ao ser humano o fogo do conhecimento? Por que tanto os deuses gregos,
deuses nórdicos, o deus Elohim Jeová, eram tão cruéis? São perguntas que um
filósofo poderia perguntar, porém, hoje muitos poucos estudiosos espiritas
fazem essa indagação.
Há erros muito grandes quando querem explicar
aonde vem termos filosóficos que na maioria das vezes, os espiritas mais
religiosos usam sem saber sua origem. O pensamento “ação e reação” remontam
eras muito mais distante do que Descartes e não pode ser confundido com o
pensamento cartesiano, pois esse pensamento existe e existiu em todas as
religiões do mundo. Podemos remontar esse pensamento como um pensamento
hermético de Hermes Trismegisto que assim dizem, era um sacerdote egípcio ou
vários sacerdotes. Claro que esse pensamento é muito mais antigo (não quero no
momento, entrar no mérito de Atlântida), mas no que conseguimos identificar por
hora, chega até O Cabalion (tem em pdf). A ação (ou em sânscrito, língua
hindu-ariana “karma”), sempre resulta em uma reação (ou em sânscrito “dharma”)
em tudo que fazemos, pois, toda a ação que potencializamos com nossa vontade se
agir, resultara em uma reação da escolha da ação feita. Se agredimos um outro
individuo, a reação pode ser revidada com outra agressão ou a morte de quem
você agrediu. Se você agrediu e feriu o outro, o resultado vai ser a ira e
outra agressão, se você matou, você privou o outro de viver e aprender (criando
um vácuo dentro do espaço-tempo da existência do outro), assim criado o “karma”
e assim, modificando o “dharma”.
A questão da ação (karma) e reação (dharma)
são ensinamentos antigos que podem ter sido descobertos muito milênio atrás.
Parece obvio, mas o ser humano não entendeu muito bem isso, e talvez, o mito do
paraíso seja a descoberta do que não poderia fazer. Ou a descoberta dos
primeiros humanos das possíveis armas não resultaram e uma ação errada? Quantas
vidas foram privadas das inúmeras guerras que foram feitas dentro da
humanidade? Isso não vai gerar uma reação dentro da ação correspondente? Isso o
budismo ensina, pois se temos raiva as nossas ações vão ser o resultado da
nossa raiva, se temos compaixão vamos ter o resultado a compaixão e se você ter
amor, com todos os sentimentos nobres, o resultado vai ser os sentimentos
nobres. Na própria bíblia, Jesus disse que tudo que ligarmos na Terra será
ligado no céu e tudo que desligar na Terra será desligado no céu, porque o céu
é o mundo estéreo. Isso é uma questão moral, dês do primeiro humano que
descobriu a machadinha e matou o primeiro humano, gerou o primeiro vácuo
espaço-tempo do nosso mundo tirando o direito do outro de continuar sua
existência, gerando um “dharma” dentro do seu “karma”. Não é só uma reação
física e sim, uma reação energética, porque foi quebrada um círculo da
existência do outro e assim, se cria uma ação para substituir o espaço que foi
aberto com o ato em si. Outro exemplo é o estupro, mesmo sem matar, você
liberou um sofrimento que a vítima exalou dentro do espaço-tempo, esse
sofrimento alterou o estado psíquico-corporal ao ponto de mudar o seu estado do
espirito. O ódio pode ficar – depende do grau de aprendizagem do espirito da
vítima – e daí começa a ação de reverter isso, pois o estuprador fica com a
energia da vítima. Na verdade, no ato sexual, é trocada energias fluídicas
entre o par.
Tudo isso que escrevi é fruto de pesquisas,
estudos e livros espiritas e não espiritas, mas que o espiritismo não deveria
fechar os olhos para tais estudos. Outra coisa que pesquisei é a história da
reencarnação, que assim as fontes dizem, Kardec demorou bastante para aceitar. Há
um erro bastante significativo em atribuir a reencarnação espirita com a reencarnação
budista, pois a reencarnação budista é a migração da alma de um corpo para o
outro, ou seja, para o budismo não é uma reencarnação e sim, um renascimento. A
reencarnação evolutiva da alma é druídica e vem com a cultura céltica que,
talvez por reminiscências daqueles que estruturaram o espiritismo, sendo que na
época, não teriam tantos estudos sobre a religião druida. Os druidas
acreditavam no mesmo progresso espiritual do que os espiritas acreditam, o
budismo acredita apenas na roda de samsara que só é quebrada com o despertar da
meditação (não foge do progresso, mas o processo é outro), mas não em
reencarnar num modo progressista, mas num modo de cada vida ser uma continuação
até o despertar (uma súbita iluminação). No druidismo há como no espiritismo,
progressos de cada processo até o cume da harmonia, que explica mais ou menos,
como é o progresso biológico.
Sim, o que evolui não e só o corpo, mas o
espirito. Vamos fazer o seguinte exercício mental (igual Einstein fazia com
suas teorias na física), imaginamos todo processo evolutivo até chegar ao homem
e enxergar que o ser humano é o cume da consciência, independente dos erros,
mas que construiu tecnologia para mudar o ambiente conforme a sua necessidade.
Imaginamos se o homem ao invés de um corpo de primata – porque somos um tipo de
símio-primata – tivéssemos evoluído num corpo de um réptil. Não seriamos
diferentes? E se a atmosfera fosse não oxigênio, mas metano, por exemplo? O que
muitos não sabem, ou fazem de conta não saber, é que quando não há
possibilidade de via é porque se esgotou possibilidades, pois a natureza não
desperdiça nada. Por isso não interpreto
o Gêneses bíblico como algo cientifico e sim, como algo moral. Será que esse
“haja luz” não é uma referência daquilo que chamamos de consciência? Será que
isso não é um ato de consciência dos primeiros seres vivos conscientes? Há
ainda muitos mistérios que podem ser desvendados ou não, resta saber que esses
mesmos mistérios não podem ser desvendados com textos e estudos mais ou menos, rasos
sem nenhuma profundidade. Só ler romances, só ler frases, só ler textos
esporádicos, não vai fazer entender a doutrina.
Para terminar não poderíamos ficar sem
analisar toda da obra de Platão, se você é espirita e não leu os diálogos
platônicos está com uma grande lacuna doutrinaria. Sem entender a base de sua
filosofia, não entenderemos o que é evoluir espiritualmente e se você não quer
dar o trabalho de ler os livros, pode assistir vários filmes e um deles é
Matrix. O teorema da caverna diz que haviam seres humanos que viviam no escuro,
que viam sombras feitas por uma fogueira atrás desses seres humanos. Pensavam
que essas sombras eram realidades que apareciam numa parede – no tempo em que Platão
viveu, não tinha a tecnologia dos slides e dos hologramas e erroneamente, se
atribui a TV nessa teoria - e que
pensavam que aquilo era a realidade. Estava tudo bem, os sujeitos que viam
aquela realidade eram sujeitos que eram facilmente controlados, até que um
desses sujeitos se soltam das correntes que prendiam aqueles humanos dês do seu
tenro nascimento. Ele foi até a entrada da caverna e quando estava na entrada
da caverna, viu o dia e se cegou com a luz forte do sol e quando se acostumou
dessa luz, viu uma outra realidade e essa realidade o encantou e quis falar
para todos essa realidade e o chamaram de mentiroso e riram da sua cara. Mas ele
insistiu e foi morto por aquele que quis trazer a ele a realidade. Alguns dizem
que esse teorema platônico é para explicar sua teoria do mundo sensível (aquilo
que vimos e temos como realidade) e o mundo inteligível (ou o mundo das
ideias), onde há uma realidade muito além do que vimos ou sentimos.
Ao meu ver, o teorema da caverna em sua maior
essência está muito além do que a mera explicação que ele fala do mundo das
ideias (que ainda está muito além da explicação do mundo espiritual), ou que é
uma outra explicação da morte do seu mestre Sócrates. Claro que faz sentido que
o teorema faz uma referência ao filósofo, pois dentro da filosofia que começando
a indagar a realidade que nos rodeia. Por que tenho que votar em tal candidato?
Por que tenho que acreditar que o homem realmente, pisou na lua em 69? Por que
devo escutar tais músicas ou tais radio populares? Por que deve seguir tais
rituais religiosos ou acreditar que alguns sujeitos que dizem que tais religiões
não prestam? Quais os interesses desse sujeito? Por que devo comprar um livro
que todo mundo compra ou por que devo gostar de tal autor? Parece perguntas
bobas, mas é o começo de uma ascensão espiritual e até duvidar de muita coisa
da doutrina e até mesmo de Kardec. Por que
não? Por que não podemos duvidar dos romances e dos livros espiritas de agora? A
dúvida pode ser a única coisa que podemos colocar em analise muitas coisas e
isso só é feito filosofando, criando maneiras de criar vias alternativas dentro
do que se chamou de realidade.
Amauri Nolasco Sanches Jr, 39, escritor.
É lamentável que, sendo escritor, cometa tantos erros de gramática e até de ortografia. Há partes do texto que não fazem nenhum sentido, devido precisamente a esses erros. Há ainda erros de pontuação. Um escritor tem que saber escrever em português correcto (isto não é erro, escrevo assim, não elimino os "c" que fazem parte da língua e foram simplesmente eliminados no "bendito" acordo ortográfico.
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