sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Duvidar não é a solução, amor se confia.

 







Quando queremos um relacionamento sempre queremos uma pessoa perfeita e sincera, que seja educada e que não tenha vícios. Esse é um amor que herdamos da filosofia platônica que idealizamos demais o ser amado e sempre desejamos que esse ser amado seja um semideus, um ser que saiba o que nos conforta, um ser que saiba o que nos agrada, um ser que saiba como tirar um sorriso de nós. Mas no meio dessa idealização está o mundo que nos cerca, as bobagens que esse mundo trás, que todo homem não presta e toda mulher é interesseira como se houvesse um padrão que nos remetesse dentro de uma vida já precisa. Ora, as pessoas com suas idealizações e formulas prontas – sempre todo mundo sabe como ser pai, como ser irmão, como ser marido, como ser esposa e por ai vai – se torna pessoas amarguradas com seu próprio sentimento de duvida, sempre sabendo que o outro é humano, que o outro não é um semideus. O sofrimento se faz porque as pessoas não vivem o que tem para viver e deixar as mazelas do mundo para outros que gostam de se corroer com o passado das coisas. 
 
Umas das coisas mais baixas que o ser humano pode ter com o outro que desgasta e trás inúmeros sofrimentos é a duvida, sempre ficar procurando algo no outro que não seja verdade. Nos relacionamentos que isso acontece, ou as pessoas cansam e dão um tempo, ou simplesmente, são refúgios para esconderem o que estão fazendo. A insegurança é um pouco falta de autoestima, falta de conhecimento da alma do outro, do amor que o outro te dá sem ao menos, querer algo em troca e não é uma questão religiosa, não adianta orar para ver se é realmente aquele que verdadeiramente é o parceiro, mas não orar e enxergar a verdadeira face do parceiro. Não é assim que é o amor? Confiar mais no parceiro do que confiar nas besteiras do mundo? Aliás, o mundo nos iludi com amores idealizados, com religiões mentirosas, com hipocrisia politica e social, o bastante para não confiar nele e colocar ele no meio de um relacionamento. Por isso não gosto da ideia platônica de um amor perfeito e harmônico, um amor mais de seres angelicais e que não tenham defeitos nenhum. Não gosto pelo simples fato que não existe, somos humanos e erramos, somos humanos e não conseguimos enxergar a entrada da caverna ainda, pois temos milhares de ilusões para despertarmos de nossas amarras psicossociais. Ou não vimos pessoas a toda hora tendo depressão? Ou não vimos toda hora psicopatas matando aquilo que lhe incomoda, aquilo que te machuca na alma? Existem casos – acredito que isso não seja desculpa para não punir – de pedofilia que o agressor foi agredido, mas existe casos que o agressor sadicamente, domina aquele ser indefeso por dentro, um ser que ele faz o que quiser. Ou o estuprador que quer dominar a mulher indefesa como se quisesse dominar aquilo que está te atormentando por dentro. O ciumes é um tormento para quem sente, porque o ciumes é a desconfiança e o querer dominar o outro como se fosse um objeto de posse. 
 
Mas também a desconfiança é o querer que o outro faça o que prometeu, achar que o outro por ter dito algo, por fazer diferente, não cumpriu a sua palavra. As religiões pentecostais adoram esse tipo de coisa, porque acham que a palavra é sagrada graças a uma passagem nos evangelhos que Jesus Cristo diz que pecado não é aquilo que entra na boca do homem e sim, aquilo que sai da boca do homem. Por que? Ele mesmo disse que o que entra da boca do homem sai para fora, mas o que sai é o que sai do seu coração. Ou seja, se o coração tem ódio estará blasfemando o outro em sua liberdade, mas se diz a verdade, a duvida peca entre a comunhão dos dois e outra coisa, as religiões pentecostais e neopentecostais, pecam a todo momento falando mal dizer das outras pessoas que também são filhos de Deus. Clamam Deus para obter bens materiais, usam espíritos ignorantes para suas artimanhas para arrecadar fieis e o mais sagrado de todos os mandamentos – que que gostam de esfregar o evangelho nos outros – não usar o nome do Logos sagrado, o inicio e o fim, o principio único, em vão. Não é repetindo, gritando, dizendo varias vezes seu nome é que vão se religar ao Logos Sagrado, sim, ter atitudes que realmente valham a pena ser vividas e ser feitas. Um sorriso para o outro triste já está louvando ao Logos sem ficar gritando – que aliás, Jesus disse para orarmos conosco – como se fossem donos da verdade. 
 
Perdemos a capacidade de fazer um relacionamento sagrado graças as ilusões do mundo, o discurso do poder que não desejam unir o ser humano em espirito, numa alma só. Não foi isso que aconteceu quando Eva escutou a serpente e comeu o fruto proibido e a deu a Adão? A união sagrada foi profanada por ilusões falsas que o homem e sua ganancia colocaram como prioridade, como se fossem coisas normais e não são, quando coisas de fora ficam entre duas almas, dois espíritos, as escolhas ficam restritas a serem escravos de coisas que as pessoas querem que sejamos. Fazendo isso, fazemos igual Eva fez, sucumbimos ao que mais baixo da espiritualidade e nos colocamos como se não fossemos dignos de uma redenção divina, pois comemos o fruto do pecado (as ilusões do mundo) e sairmos do Paraíso (a verdadeira espiritualidade). O casamento alquímico (que os alquimistas e os rosa-cruzes, diziam ser o casamento da alma e do corpo), é a união de um polo feminino e um polo masculino – mesmo nos casamentos homoafetivos, um dos evolvidos são mais femininos e outros são mais masculinos – que remetem em sentimento e a razão, Adão (a Terra vermelha/a razão) e a Eva (o vivente/o sentimento). As uniões são sagradas porque são espíritos que se ligam em igualdade, pois a igualdade é a única maneira de entender um ao outro. As brigas é a perca da capacidade de enxergar a alma do outro, a união entre a capacidade de entender o outro. Não é isso que que Jesus disse para largarmos nossos país e nos unirmos a nossa mulher ou esposo? Não é isso que está lá nos Dez Mandamentos para crescei e multiplicarmos? Paulo disse que quando era menino pensava igual um menino, mas quando ficou homem, pensava igual um homem. Ou seja, nos infantilizamos, colocamos dentro de nós coisas não sagradas e acabamos não entendendo a verdadeira essência de uma união entre duas almas que podem juntas, evoluírem e uma ajudar a outra. 
 
O amor não é a união para desenvolver o sexo, o sexo é uma consequência dele, mas o que é verdadeiro e único, o querer ficar no lado um do outro. As energias espirituais se unem e se atraem por causa da sua afinidade um com o outro, o sagrado fica um só, o matrimonio acontece como está na parte que o sacerdote diz, o que Deus uniu o homem não consegue separar. Somente a ilusões de um mundo insano e que, se distanciou do sagrado. 

 
 
Amauri Nolasco Sanches Júnior, 39, publicitário, técnico de informática e filósofo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário