Segundo diz algumas cartilhas de filosofia, o ceticismo é uma doutrina que rejeita qualquer designação dogmática, ou seja, pela própria gramatica do termo, ser cético (skepsis) é um examinador ou investigador porque sabe que não sabe. Ora, a ciência como um meio de investigação deveria ser cética em todos os assuntos e deveria ser isenta de certas ideologias e isentas de interesses governamentais, coisa que não acontece. Mas só exige ceticismo em coisas que não são irrelevantes a certas pesquisas, se essas pesquisas se realizam. Saiu de seus dogmas, a ciência já dá a “alcunha” de pseudociência e não se discute mais o assunto, como se as coisas não devessem ser discutidas e outras, que também não tem uma comprovação valida – pode se dizer que tem uma comprovação pseudo-valida – não se tem o mesmo ceticismo que se deveria ter.
Qualquer
pensamento filosófico tem o dever categórico – bem kantiano –
de ser cético, não deveria inclinar para nenhum lado e nem aceitar
dogmas ideológicos ou religiosos. O próprio Kant que viveu no
seculo dezoito, era um cristão fervoroso de ir todo domingo na
igreja, mas sua filosofia era totalmente fora da sua religião porque
não poderia ser de outro modo, uma coisa é ter uma investigação
filosófica, outra coisa é de uma fê religiosa. Inclinações são
subjetivas de uma escolha pessoal daquilo que você faz do seu
conceito social – aceitando ou não o que a maioria acredita –
outra coisa é deixar essa inclinação pessoal afetar em tudo em sua
vida. E como filósofos, deveríamos olhar os dogmas e tudo que se
passa e passou dentro da historia com uma certa duvida e não
acreditar cegamente como se não devêssemos duvidar de mais nada e
porque não, usar uma investigação cética e lógica sobre a
realidade. O que é realidade? Realidade é tudo que colocamos como
verdade e as “verdade” não são tão absolutas, pois os fatos
que constrói essa realidade, não são eternos porque sempre há uma
mudança dentro do devir deses fatos. Então, não temos uma única
realidade, mas uma realidade que está em constante mudança dentro
das nossas escolhas e essas escolhas, como meios de se chegar a essa
verdade, estão mudando também. Não existe dogma, não existe
pensamento, não existe sentimento que te faça essa escolha por
você, mas você mesmo. Um filósofo deveria saber disso, mas depois
do advento do marxismo, a filosofia se torna vitimista no lado
politico social e no lado histórico cientifico, se torna
completamente dogmática de não olhar para um pensamento muito mais
amplo.
Os
exemplos que se referem ao dogmatismo dentro da própria ciência,
poderia ser caracterizados como formas, maneiras dialéticas,
maneiras da fenomenologia prognostica do fato em si mesmo. As formas
são imagens que constroem as diversas maneiras de enxergarmos a
realidade, que necessariamente, não compreende como realidade de
fato dentro do prognostico do que realmente aconteceu. Não podemos,
por exemplo, afirmar que o homem pisou na Lua por causa das imagens
fornecidas da NASA, porque essas imagens não provam que elas são
verdadeiras de fato. Quem garante que elas não foram gravadas em um
estúdio? A imagem pode ser sim, forjada. A dialética clássica nos
diz como argumentar, já a dialética moderna já toma como base a
mudança do tempo e as varias formas que olhamos essa realidade. O
homem pisado na Lua é um argumento que pode demonstrar que esse fato
tem muitos viés e esses vários viés, tendem sempre a ter um
panorama real e não real dependendo do conceito de quem observa. Se
quem acredita analisa a ida do homem a lua, claro e evidente que vai
dizer que quem não acredita constrói teorias da conspiração –
que implica que qualquer evento histórico sempre tem uma parte
secreta de terceiros para dominar e manipular a opinião publica que
muitas vezes é provado que ocorre – e quem não acredita analisa o
homem pisando na lua que pessoas estudadas não deveriam acreditar
porque existem varias evidencias que colaboram com a sua visão, que
não maioria das vezes, até chegam a ser engraçadas. O fato do
homem ter pisado a lua não torna o fato nem verdadeiro e nem falso,
porque o fato em si mesmo colabora com outros fatos que evidenciam
outras coisas. Dentro de uma perspectiva politica, os EUA efetivaram
sua hegemonia dentro do cenário da época diante da corrida espacial
com a URSS, no cenário cientifico, nos proporcionou várias
invenções tecnológicas que usamos no dia a dia (como o forno de
micro-ondas, o inox, etc). Porem isso não quer dizer que o homem
pisou na Lua naquele momento em 1969, nem que existe coisas por trás
disso de esconder algo para dominar o mundo – se for isso, não deu
certo – mas apenas são jogos políticos para financiamento de
pesquisas que precisam de aval popular lá. Mesmo assim podemos fazer
um exercício lógico, muito fácil e ao mesmo tempo, simples para
podemos entender essa questão.
Muitas
pessoas acreditam que existem OVINIS (Objetos Voadores Não
Identificados) e que eles abduzem os seres humanos e animais para
experiencias genéticas de cunho misterioso. É evidente que os
cientistas não acreditam nesse relatos por ser dominarem céticos
com essa questão e dizem que não existe evidencias que colaboram
para isso, até chegam ao ponto (alguns físicos teóricos) em dizer
que não existem possibilidade de maquinas voarem dentro do universo
que nada viaja a velocidade da luz. Ora, esses mesmos cientistas que
não acreditam que os seres alienígenas não podem viajar no espaço,
acreditam que o homem pisou na lua e até tentam mostrar as
evidencias dentro disso que não passam de falacias como um espelho,
um transporte, uma bandeira e outras coisas. Aliás, podemos até
dizer que o homem poluiu até mesmo a lua. Como um foguete naquela
época, onde só havia tecnologia para lançar satélites, poderia
levar milhões de toneladas para fora da nossa orbita? Por que se
acredita que numa hipótese e não se acredita na outra hipótese? O
momento deveria de ser refletido.
O
fenômeno do fato é o fenômeno dentro da consciência daquele
momento do ocorrido. Se todos estavam esperando que o homem pisassem
na lua é mais que obvio que acreditam que o homem realmente pisou na
lua. O fenômeno em si fica evidente igual a um pênalti não
marcado, por mais que mostramos que não houve evidencias para esse
pênalti não seja marcado, lógico que o torcedor vai dizer que seu
time foi injustiçado. O mesmo parece nesse caso onde o fenômeno
vira uma vontade coletiva em que aquilo realmente aconteceu e não há
evidencias que tornem esse fato um fato duvidoso e nem que esse fato
seja um fato de evidencia de condicionamento coletivo. Pelo simples
fato de evidencias uma única verdade nisso tudo, não estava lá e
não vou dizer se aconteceu ou não – o mesmo posso dizer de outros
fatos históricos – que podem perfeitamente serem manipulados. Por
mais que demonstre que não há
nem lógica e nem meios que isso aconteça – câmeras eram
rudimentares, foguetes propulsores não tinham tanta potencia e
outras coisas que poderiam refutar melhor do que não ter estrelas ao
redor da Terra – o fenômeno em si mesmo parece verdadeiro e
aconteceu de verdade.
Então
vamos usar o método cartesiano – do filósofo francês René
Descartes (1596-1650) que elaborou seu método até mesmo contra o
ceticismo que visava a certeza de tudo – do “eu penso, logo eu
existo” que faz mais ou menos sentido dentro dessa
tese. Se a única certeza da realidade é que eu existo por causa do
cogito
(pensar),
porque devo ter certeza de algo que não estava presente e que pode
muito bem ser forjado dentro de
estúdios, dentro até mesmo de ideologias. Diz o próprio em seu
Discurso ao
Método que seu método só deu resultado quando percebeu que o
pensamento é como uma
construção de um prédio, você começa com a base (os alicerces)
logo após vai construindo o prédio segundo a essa base. Qual
a base desse “prédio” cartesiano? Está exatamente no cogito,
onde a
base de toda a realidade parte daquilo que o pensamento que vem de
mim, percebe a mim primeiro como a única existência verdadeira. Por
exemplo, o homem ter pisado na Lua pode ser verdade diante de quem
presenciou o fato em si mesmo, mas a mim não faz diferença as
imagens porque elas podem ser condicionamentos para acreditar que o
homem pisou na Lua e toda aquela realidade, não exista.
Isso
não quer dizer que quem não acredita faz teoria da conspiração ou
é a favor (algumas chegam a ser ridículas), mas
tem todo o direito de duvidar e até achar meios que podem ser
plausíveis dentro de um panorama naquele período da história.
Portanto,
a verdade está dentro de nós mesmos e a certeza não está nem na
religião e também não está nos métodos científicos.
Amauri
Nolasco Sanches Junior, 39, publicitário, técnico de informática e
filósofo.

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