terça-feira, 20 de outubro de 2015

O que é um fator concreto?


O que é um fator concreto? Uma pergunta que pode ser respondida com uma simples resposta, ou simples palavras como realidade objetiva de uma vida. Mas uma simples pergunta não é questão de uma simples resposta, o objetivo não pode ser o objetivado, a consciência que possa tomar uma decisão de ação ou de inercia. Nisso podemos claramente, numa forma critica, o que essa pergunta consiste num proposito para quem faz a pergunta e para quem essa pergunta se dirige como se, que perguntou, quisesse uma resposta de quem a pergunta pertence. Ora, quem pergunta dá a aquele que perguntou uma decisão que consiste numa ação objetiva em responder a pergunta e a fazer o que respondeu a pergunta, num modo objetivo. Podemos começar com a analise etimológica da pergunta como objetivo concreto.
Quando colocamos “o que é” queremos sempre esperar uma explicação sobre o objetivo da pergunta, pois sempre “o que é” é a ação de querer entender o objeto perguntado. Por exemplo, se perguntamos: “O que é um gato?”, podemos concluir que não vimos nenhum gato em toda nossa vida e queremos saber o que é um gato. Tem colegas meus que já perguntaram “o que é” um escorpião, sendo que a pessoa nunca tinha visto um escorpião na vida e assim, não sabe o que é o aracnídeo escorpião. O “é” sendo uma característica única e dentro daquilo que é objetivo, pois o “é” da pergunta quer saber a caracterização daquilo que se quer saber, que nesse caso o “fator concreto”. Mas se perguntarmos para determinado ente assim: “Como é o gato?”, dai colocamos em questão as características particulares de um gato ou a própria raça do mesmo. Porque o “como” dá uma explicação de valores dentro da caracterização do objeto que queremos saber em questão, sendo junto com o “é”, dará uma determinação quase imperativa da questão em si. Já “o que” dará uma caracterização no “que é” aquilo que é perguntado como se quem perguntou quisesse saber não uma característica particular, mas uma característica do objeto como um TODO. Linguisticamente, esse “é” é um agente de determinação de uma característica única, como se determinasse aquilo e nada mais é do que aquilo, a essência. Esse “um” carateriza um numero e ao mesmo tempo, a única unidade que o objeto pode ter com essência característica, “um bolo” não pode ser “uma torta”, em essência ele é único em todo universo. Então, “um fator concreto” não pode ser outra coisa do que um “fator concreto” que pode ter varias conotações como iremos ver.
O termo “fator” vem do latim “factor” quer quer dizer “aquele que faz” ou “criador”, ou seja, podemos ser criadores de fatos concretos dentro de tudo que fazemos. Já o termo “concreto” vem do latim “concretus”, principio do passado de “concrecere” que quer dizer “crescer em conjunto, aumentar por processo de agregação” formada por com-, “junto” mais crecere, “aumentar, crescer”. Quando a pergunta “o que é um fator concreto?” é feita, poderemos responder que esse “fator concreto” pode ser uma construção de um crescimento em conjunto com outra pessoa. Um conjunto de objetivos que levarão a algum objetivo, sempre esse objetivo terá a ver com os valores que construíram a moral de cada um desse indivíduos como um TODO. Se lhe perguntarem “Qual seu fator concreto?” isso depende qual o fator (criar) está nessa pergunta como formas objetivas de se criar um crescimento pessoal, uma criação daquilo que pode ajudar ao crescimento. Talvez, um desses fatores que são para nosso crescimento é o “conhecer a ti mesmo” que tanto vimos dentro de milhões de livros e artigos sobre o filósofo grego Sócrates, ou dentro da caracterização do Oraculo de Delfos – oraculo destinado ao deus Apolo.
Mas o termo latino concretus quer dizer “misturado, fundido, composto, combinado” que dará outro rumo em nossa analise, pois podemos dizer que a resposta pode ser além do que criar um crescimento e sim, criar uma combinação para se construir um fato. Fato vem do termo latino factum que quer dizer “aquilo que se fez, façanha, proeza, acto”, ou seja, podemos dizer que fato é um acto ou ato, ação. Enquanto um “fator” é o “criar” ou é o “elemento que dará o resultado”, o fato é o “acto” que é a essência da ação, ou seja, poderíamos colocar o “fato concreto” ou “o fato do fator concreto”. Mas o sujeito que pergunta não coloca “o fato” e sim, “o fator” como elemento decisivo da sua duvida.
Mas o locutor da pergunta pode mudar e dizer: “eu quero um fato concreto para nós”, então, dai a pergunta vira um fato imperativo de querer saber o que dará rumo a algo. O “eu” é o sujeito e é o ente que faz a pergunta, ou seja, o ente consciente ou consciência que quer uma definição, porque “querer” vem do verbo “quer” e vem do desejo da consciência. Se “quero” é porque desejo tal resposta, se desejo tal resposta tenho a consciência que o outro (ente) que fiz a pergunta ou a afirmação, entendeu o que quero saber. A substancia da duvida é o desejo de obter uma resposta, a substancia do desejo de querer algo é o desejo que esse algo deva ser alcançado. A pergunta: “o que é um fator concreto?” fica evidente quando chegamos a conclusão que a resposta é “aquilo que se pode vê”, ou seja, o sujeito que tanto faz a pergunta, quanto que pode dar a resposta. Mas “pode vê” também “pode não vê”, então, entramos no lado subjetivo que tem os valores morais que se recebeu e se entra no universo abstrato. Abstrato é uma separação ou algo que não podemos entender, ou seja, tudo que não conseguimos provar um “fator concreto” se transforma em um “fator abstrato”. Ora, se o “fator concreto” é ser o criador de uma determinação (aquilo que se pode vê), o “fator abstrato” e criar aquilo que não entende (aquilo que não se pode vê). Sempre “aquilo que não se pode vê” chamamos de fantasia, ou seja, aquilo que acreditamos ser uma ilusão por não entender. Ilusão vem do latim iludo que era enganar, mas era composto do prefixo in junto com o verbo ludo que quer dizer “eu brinco” que vem a palavra lúdico. Ilusão é se enganar com fatos (acto) que podem ser “fatores abstratos” e não “fatores concretos”. O “fator” em sua essência, contem naturalmente a determinação e o “fato” em sua essência, vai conter naturalmente o acto. A determinação (o acto de determinar), qualifica o “fator” que é ou não é o “concreto”, ou seja, se é o “fator” é “concreto” e se não, o “fator” é “abstrato”. O que é “concreto” (determinado) não pode ser “abstracto” (difícil de compreender).
A determinação é algo que podemos chamar de real, que podemos compreender, porque tudo que não compreendemos como uma ação ou um ato – aquilo que vimos ou tocamos – não podemos determinar como “fato” ou “fator”. O “fator concreto” é compreendido, visto, talvez até mesmo, tocado como algo que conseguimos entender. Quando não, quando é difícil esse entendimento através dos sentidos, se chama de ilusão (aquilo que engana, brinca), o “fator” se torna abstrato. Voltamos a pergunta: “como é o gato?”, poderemos responder que “o gato é verde”, mas nenhum gato é verde e posso está enganado, ou criando uma ilusão para enganar aquele que pergunta – que pode ser uma brincadeira também – porque posso acreditar e levar quem perguntou a acreditar. Talvez, o que ficou (isso fica evidente) é a forma escolástica medieval que aquilo que é “concreto” se designa como a carne, algo composto, perecível, fadado a desaparecer. Já o que é “abstrato” é aquilo que é eterno, aquilo que não é perecível a desaparecer, pois é a essência divina em nós e com o evento do iluminismo (rompimento com a igreja), tudo se inverteu em o que é “abstrato” é o que não se compreende, aquilo que não se “pode vê”. Mas sem o “abstrato” não podemos ter ideias (eidos) e sem as ideias não se pode compreender e nem responder a pergunta: “o que é um fator concreto?”.
O “fator concreto” pode ser fadado a ser somente uma descoberta de um juízo analítico e não sintético, ou seja, todo “fator concreto” pode ser a priori (antes da experiência ou que não precisa de experiência) e o “fator abstrato” seja a posteriori (depois da experiência ou aquilo que passa pelo crivo da experiência). O fato (acto) de dizer “o que é um gato” faz o gato já existir porque já existe uma designação para ele, um felino domesticado que se chama gato. Então, talvez, a substancia de designar “que é” seja a moral (relativo aos costumes) que temos dentro de uma comunidade ou religião. Dai “o querer” uma resposta “o que é um fator concreto” depende muito da ordem do juízo que se faz desse “fator concreto”. Para um religioso o “fator concreto” é um, para um ateu o “fator concreto” é outro, porque são valores diferentes daquilo que fazer acreditar o que seja um “fator concreto”. Nós aprendemos dentro do mundo de hoje, que sempre quando pensamos em um “fator concreto” temos que pensar em uma realidade que construímos dentro da pratica e não ficar idealizando possíveis alternativas. Mas se não idealizamos tais alternativas, como vou fazer para tomar uma decisão? Ainda “tropeçamos” em um paradoxo, porque o “concreto” é algo “composto” e seu fim sempre é fadado a se “dês-compor” e essa realidade ser uma ilusão, uma ilusão pode ser uma realidade. A realidade (real+idade) é tudo aquilo que , assim, tudo que pode se dizer que é uma “coisa”, ou seja, a natureza das “coisas” como são. Mas, como diria o filósofo austríaco Wittgenstein, o mundo não é uma totalidade de “coisas, mas de “fatos”. Essa deve ser a questão, “fatos” e não “coisas”.
Se tem a leve impressão que um pensamento ou ideia “abstrata” seja uma coisa fora do espaço-temporal, mas se analisarmos direito não é bem assim. Se dissemos, por exemplo, que Maria suspira por Pedro o “suspiro” acaba sendo um “abstração” de uma realidade e acaba sendo um ato. Uma propriedade é uma “coisa abstrata”, mas é um direito para cada cidadão que mora em uma terra que lhe pertence, uma dor não pode ser vista, nem muito menos, tocada, mas ela existe e é um “fator abstrato”. O amor é um afeto e todo afeto é um ato de sentir, mas ao mesmo tempo, o ato de sentir é um ato “abstrato” que não forma “aquilo que se vê”, e sim, “aquilo que não se vê”. Ao mesmo tempo, o amor existe como substancia daquele que ama, ou seja, é a natureza do sentir afetividade/carinho por outro ser (ente) que pode sentir o mesmo ou não (independe do ser que ama), mas que constrói uma capacidade de ligar uma realidade na outra. Talvez, se analisarmos a essência da realidade, poderíamos responder a pergunta “o que é um fator concreto?”.
Se a realidade é o que , então, o que na realidade? Quando digo: “vou tomar um sorvete” vou me confrontar com uma possível realidade, posso ir “tomar um sorvete” ou posso não ir “tomar o sorvete”. Esse “sorvete” é um objecto (objetivo) do ato de ir até la comprar e tomar, a vontade da minha consciência de ter um “sorvete” para saciar essa vontade. O ato de “tomar” ou não, não me faz ter o objeto, mas me faz querer o objeto em questão. A realidade neste caso só cai no “sorvete” que é o objeto do desejo e é o objetivo desse desejo, quando tomo o sorvete o objeto existe e não mais existe, porque acabei tomando todo o “sorvete” e saciando minha vontade. A realidade não existe como um universal único, ela muda conforme os “fatos” (ações) que decorrem aos fenômenos que configuram aquele ato, como “tomar” o “sorvete” deu a mim o poder de consumir e agregar o sorvete em mim. O amor não é assim, porque o amor independe daquele que ama, mas também aquele que é amado e também ama quem o ama (sempre amamos quem nos ama, se não, não pode ser amor e sim paixão platônica, idealizada, não reciproca). O “ser amado” passa a ser o objeto do desejo, mas esse “desejo” vai muito além do “sorvete” do exemplo anterior, o “objeto amado” não é um objeto em si, mas um ser que é e é além disso, uma consciência que tem o mesmo afeto, presumidamente. Hegel assumi o “ser” como um “nada puro” porque o “ser” constrói sua personalidade (vem do latim persona) conforme a moral que identifica com o ambiente que foi criado, se o ser foi criado em um ambiente religioso (mesmo que não é mais, guardara vários valores ainda religiosos como “acreditar” na não existência), então, constrói dentro desses “fator concretos”, valores dentro do tradicionalismo que foi exposto. Um amor, por mais forte e poderoso que ele seja, não escapa das cobranças sociais e essas cobranças são construídas dentro de um juízo. Não à toa sempre dizemos as pessoas “tenha juízo”, pois o “juízo” é o julgar, apreciar a existência ou de algo ou de alguma pessoa que tenha valor correspondido. Ora, então podemos afirmar que, o “juízo” é a premissa do “fator concreto” que podemos chegar sem exitar em dizer o que julgamos como criar uma realidade. Existe “juízos analíticos” na realidade? Ou o “fator concreto” não existe a priori? Existe três preposições que podem ser analisadas: 1-)O Fator concreto 2-)O Fator abstrato e chegamos no 3-)O amor e o juízo.
Por estranho que isso possa parecer o “amor” existe um juízo que é a analise dos fatos decorrentes do que se construiu, se essa construção é de “fator concreto” ou “fator abstrato” é analisada pelos valores recebidos e do grau de verdade tem nisso. regras que devem ser analisadas ou vistas e se aceitar essas regras elas devem ser cumpridas, pois a espera de uma aceitação como um acordo em ambas as partes. Nunca um “fator concreto” pode ser dito como “uma cabana no bosque” porque a “cabana” não existe, mas se disser que irei conquistar “uma cabana no bosque” dai é valido porque o juízo para quem se fala deve haver segurança. Vivemos num mundo ainda que os valores são que o homem deve prover a casa, deve tomar as iniciativas, deve achar sempre as soluções e se você não assegura que aquilo que diz (ter uma cabana) não é verdade, as pessoas não tem segurança daquilo que você diz ou se constrói uma cultura – graças a homens que não crescem – que todo homem é igual e que não tem um responsável, pois não é verdade. A construção de um pensamento verdadeiro que possa parecer um “fator concreto” dentro de um juízo de valor que pode ser verdadeiro (analítico) ou não é verdadeiro (sintético), pois os juízos analíticos tem como base, a confiança a aquele que comunica esse juízo e quer conquistar aquilo e os sintéticos, são aqueles que não pode ser vistos porque tem que ser provados. Então quando se diz “eu quero um fator concreto para nós” é o juízo do rumo do amor, ou seja, o amor deve ser construído sempre em cima de bases solidas, senão, desaba e não achara meios de ser reerguido.
Então, afinal, o que é um fator concreto? O “fator concreto” é simplesmente, uma decisão que se deve tomar que pode ser decisiva dentro de um relacionamento. Muitas vezes essa decisão tem que ser tomada levando por principio a moral vigente, ou seja, um relacionamento (namoro) tem que ter uma duração e ter um casamento. Se for um relacionamento de amizade deve ter uma confiança, para ter a felicidade que se tem, num modo persuadido e real, o “fator concreto” é tomar uma decisão única, que deve ser uma decisão definitiva e na maioria das vezes, a resposta pode e deve ajudar. A duvida é: para que esse “fator concreto” dentro de uma decisão se uma decisão é tomada por duas consciências (duas pessoas) que tem afeto mutuo um com o outro? Por que a sociedade fez o ser humano criar cerimonias para desenvolver e criar meios para ficarem juntos? As regras sociais são feitas dentro da moral (relativo aos costumes) da comunidade que foi inserida, que foi idealizada, então, uma comunidade com a moral cristã e com o machismo e a disputa de forças, o homem deve tomar decisões certas e de caráter decisivo que é importante para a manutenção e o bem (como a harmonia familiar) de um dado núcleo social e assim sendo, o “fator concreto” vai ser importante. Ora, por que a decisão disso é uma decisão só de umas das partes? Será que o fator da deficiência ou da economia ajuda? Duvidas que talvez, nas melhores das hipóteses, nunca serão resolvidas, mas serão sempre duvidas que só serão respondidas com a pratica, ou seja, pelo “fator concreto”.











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