segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Pseudociência ou ciência – por que temos medo do desconhecido?

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    Todos os dias recebo texto do blog Universo Racionalista que é um blog sobre ciência e gosto muito, pois gosto de saber o que é ciência e o que ela pode trazer de bom para o nosso dia a dia. Só que tem certas coisas que me incomodam e não entendo de onde vem, o termo “pseudociência” como se existisse um critério rigoroso sobre o que é ciência empírica e o que seria ciência teórica (que aliás, é também importante dentro das experiencias empíricas). Ora, a etimologia de ciência vem do latim scientia que quer dizer conhecimento que vem do verbo scire que quer dizer “saber”, assim, o saber não tem um critério definido o que deveria ou não saber. Afinal, qual o critérios de ser colocado o que é pseudociência (como se o ensino médio e qualquer universidade daqui, desse realmente a matéria de ciência), ou ciência se o Brasil sempre fica atrás quando se fala de ciência? Lembrando que não temos nem um curso de medicina de verdade.
Se ciência quer dizer conhecimento, os critérios que a o empirismo se baseiam, limitam o conhecimento em pelo menos 50% do que os cientistas poderiam descobrir se ousassem ir longe. Mas já disseram que aqui no Brasil os cientistas não vão além, não ousam, não vai muito mais longe do que deveriam. Porque nosso povo tem uma “tara” obcecada e ao mesmo tempo estranha em sempre dizer ou mostrar a verdade. A pergunta é: o que é a verdade? Nem mesmo os físicos estrangeiros sabem o que é realidade – já que la fora não usam mais as leis de Newton ou a geometria de Euclides que aqui, por sermos herdeiros do iluminismo, ainda se usa – e nem ao certo sabemos o que é a verdade, porque a verdade se relativou por não conseguir fazer um apanhado de conclusões para se chegar a uma realidade definida.
Realidade se define como algo que podemos enxergar e podemos tocar como algo real, mas a realidade vai muito também da definição o que seria o real e o que seria o imaginário. Pessoas podem imaginar um unicórnio que nada mais e do que um cavalo com um chifre – que muitos dizem estar nos evangelhos – mas que não encontraram nenhuma evidencia o que seria um unicórnio. Claro, que hipóteses como ossos de animais pré-históricos ou até mesmo, como varias religiões cristãs também constam, seria o rinoceronte. Isso seria pseudociência ou outra maneira de chamar o rinoceronte em tempos remotos? Eram outros tempos e outras maneiras de se referirem os animais de hoje o que eles tinham como referencia ontem, como um cavalo de chifres que poderia encaixar perfeitamente em um rinoceronte naqueles tempos. Para se falar de ciência, ou de qualquer estudo, devemos estudar o que levou o ser humano a chamar aquilo do termo que chamaram. Einstein não aceitou muito bem a física quântica, mas hoje já se tem um estudo maior sobre a física quântica e já aceita a física quântica como realidade. Assim, toda ciência (conhecimento) vem de um pensamento e experiencia continua, e não, o que os bloguistas acham que vieram de uma vez só.
O que me incomoda é essa pretensão de acharem que tudo que é popular é pseudociência e tudo que é em laboratório – se pudéssemos ver se realmente aquilo era ou não, conclusivo a pesquisas – é ciência como se pudessem “plastificar” o pensamento e o conhecimento humano. Quem garante que realmente descobriram curas de doenças nos laboratórios? Quem garante que algumas doenças não são armas biológicas que deram errado? Uma vez, participava de um grupo do Yahoo e um sujeito teimou em dizer que minha dor de barriga sarou porque tinha que sarar por eu dizer que tomava coca-cola com maisena e nem se deu o trabalho em pesquisar que a coca-cola era vendida pelo seu inventor, como remédio de dor de barriga. Ora, qualquer site do mais simples que seja – que muitos que são metidos a “cientistas” não pesquisam – sabem que coca-cola tem potássio que ajuda a hidratar e a maisena tem componentes que cortam a diarreia. Como muitos ainda insistem, mesmo substancias de tratamento chines ter ganhado o premio nobel de medicina, em chamar esse tipo de tratamento de pseudociência sem ao menos pesquisar o assunto ou se aprofundar. Preguiça ou ignorância? Eis a questão.
O que acontece é que a ciência não é apenas um conhecimento, pois ela (a ciência) vai mais longe, porque ela rompe a imaginação e a especulação e faz o caminho da experiencia. Mas ao mesmo tempo, a ciência não tem a pretensão de saber mais do que sabe, não tem como (ainda talvez) em ter uma verdade absoluta. Mesmo o porque, não existe verdades absolutas e nem fatos eternos como diria o filósofo Nietzsche. Mas a pergunta é: o que a ciência pode descobrir? Será que a pergunta kantiana: “Existem juízos sintéticos a priori?” não quer dizer que a metafisica como ciência? Ora, não constataram que o animal lendário “unicórnio” era o rinoceronte por pura dedução? Então, podemos dizer que a dedução não está longe de ser um meio para adquirir conhecimento com a pratica, já que a razão pode também transferir para dedução o fator principal para fazer a experiencia. Assim como na física se diz que a massa é igual em todo o universo e ela só modifica, o conhecimento também é o mesmo, só modificamos os meios e os termos em se referir aquilo que se quer referir. A neve pode chamar neve para nós, mas os norte-americanos o a chamam de “snow”, a natureza da neve não se modifica com a mudança do termo. O mesmo podemos dizer em todo o campo do conhecimento humano, porque temos critérios dentro de nós que modificam as muitas maneiras de olhar um mesmo objeto ou um objetivo. A moral humana nos remete ao valor que damos aquilo e não só se vamos ou não seguir aquilo, mesmo assim, podemos dizer que seja um meio para analisar os muitos pontos de vista da realidade. Não confundamos moral com moralismo, pois a moral é o que somos e o que temos como valor dentro da realidade e sociedade, o moralismo é uma imposição religiosa e cultural do que “achamos” certo o que os outros devem seguir. Neste caso, o academismo se torna moralista quando impõem regras para ser um acadêmico, principalmente aqui.
Temos que ter a razão como critério e até duvidar de pesquisas que envolvam doenças, já que essas pesquisas são financiadas por milhões e esses milhões são dados aos laboratórios, assim, lucrando com as mesmas doenças que talvez criem. Não é difícil que isso ocorra, como não é difícil que as pesquisas sejam manipuladas, porque no mesmo modo o poder usa as religiões por medo e desesperança, usa a ciência para impor certos pensamentos. O remédio homeopático, por exemplo, por não ter comprovação cientifica – imaginem se a população ache curas próprias e não gastem com remédio alopáticos – mas o alopáticos tem comprovação cientifica para ser usado. Nos meus machucados, por exemplo, uso álcool com casca de Barbatimão e sara o machucado. Agora, imagine o quanto as industria perderiam se todo mundo usassem esse tipo de remédio caseiro? A ciência como conhecimento, não pode ficar amarrada nem em formas ideológicas e muito menos, amarrada em um fanatismo barato que não levará o homem ao seu progresso máximo.
Amauri Nolasco Sanches Junior, 39, publicitário, TI e filósofo




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