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Todos os dias recebo texto do blog Universo Racionalista que é um blog sobre ciência e gosto muito, pois gosto de saber o que é ciência e o que ela pode trazer de bom para o nosso dia a dia. Só que tem certas coisas que me incomodam e não entendo de onde vem, o termo “pseudociência” como se existisse um critério rigoroso sobre o que é ciência empírica e o que seria ciência teórica (que aliás, é também importante dentro das experiencias empíricas). Ora, a etimologia de ciência vem do latim scientia que quer dizer conhecimento que vem do verbo scire que quer dizer “saber”, assim, o saber não tem um critério definido o que deveria ou não saber. Afinal, qual o critérios de ser colocado o que é pseudociência (como se o ensino médio e qualquer universidade daqui, desse realmente a matéria de ciência), ou ciência se o Brasil sempre fica atrás quando se fala de ciência? Lembrando que não temos nem um curso de medicina de verdade.
Se ciência quer dizer conhecimento, os critérios que a o empirismo
se
baseiam, limitam o conhecimento em pelo menos 50% do que os
cientistas poderiam descobrir se ousassem ir longe. Mas já disseram
que aqui no Brasil os cientistas não vão além, não ousam, não
vai muito mais longe do que deveriam. Porque nosso povo tem uma
“tara” obcecada e ao mesmo tempo estranha em sempre dizer ou
mostrar a verdade. A pergunta é: o que é a verdade? Nem mesmo os
físicos estrangeiros sabem o que é realidade – já que la fora
não usam mais as leis de Newton ou a geometria de Euclides que
aqui, por sermos herdeiros do iluminismo, ainda se usa – e nem ao
certo sabemos o que é a verdade, porque a verdade se relativou por
não conseguir fazer um apanhado de conclusões para se chegar a uma
realidade definida.
Realidade se define como algo que podemos enxergar e podemos tocar
como algo real, mas a realidade vai muito também da definição o
que seria o real e o que seria o imaginário. Pessoas podem imaginar
um unicórnio que nada mais e do que um cavalo com um chifre – que
muitos dizem estar nos evangelhos – mas que não encontraram
nenhuma evidencia o que seria um unicórnio. Claro, que há
hipóteses como ossos de animais pré-históricos ou até mesmo, como
varias religiões cristãs também constam, seria o rinoceronte. Isso
seria pseudociência ou outra maneira de chamar o rinoceronte em
tempos remotos? Eram outros tempos e outras maneiras de se referirem
os animais de hoje o que eles tinham como referencia ontem, como um
cavalo de chifres que poderia encaixar perfeitamente em um
rinoceronte naqueles tempos. Para se falar de ciência, ou de qualquer
estudo, devemos estudar o que levou o ser humano a chamar aquilo do
termo que chamaram. Einstein não aceitou muito bem a física
quântica, mas hoje já se tem um estudo maior sobre a física
quântica e já aceita a física quântica como realidade. Assim,
toda ciência (conhecimento) vem de um pensamento e experiencia
continua, e não, o que os bloguistas acham que vieram de uma vez só.
O que me incomoda é essa pretensão de acharem que tudo que é
popular é pseudociência e tudo que é em laboratório – se
pudéssemos ver se realmente aquilo era ou não, conclusivo a
pesquisas – é ciência como se pudessem “plastificar” o
pensamento e o conhecimento humano. Quem garante que realmente
descobriram curas de doenças nos laboratórios? Quem garante que
algumas doenças não são armas biológicas que deram errado? Uma
vez, participava de um grupo do Yahoo e um sujeito teimou em dizer
que minha dor de barriga sarou porque tinha que sarar por eu dizer
que tomava coca-cola com maisena e nem se deu o trabalho em pesquisar
que a coca-cola era vendida pelo seu inventor, como remédio de dor
de barriga. Ora, qualquer site do mais simples que seja – que
muitos que são metidos a “cientistas” não pesquisam – sabem
que coca-cola tem potássio que ajuda a hidratar e a maisena tem
componentes que cortam a diarreia. Como muitos ainda insistem, mesmo
substancias de tratamento chines ter ganhado o premio nobel de
medicina, em chamar esse tipo de tratamento de pseudociência sem ao
menos pesquisar o assunto ou se aprofundar. Preguiça ou ignorância?
Eis a questão.
O que acontece é que a ciência não é apenas um conhecimento, pois
ela (a ciência) vai mais longe, porque ela rompe a imaginação e a
especulação e faz o caminho da experiencia. Mas ao mesmo tempo, a
ciência não tem a pretensão de saber mais do que sabe, não tem
como (ainda talvez) em ter uma verdade absoluta. Mesmo o porque, não
existe verdades absolutas e nem fatos eternos como diria o filósofo
Nietzsche. Mas a pergunta é: o que a ciência pode descobrir? Será
que a pergunta kantiana: “Existem juízos sintéticos a priori?”
não quer dizer que a metafisica como ciência? Ora,
não constataram que o animal lendário “unicórnio” era o
rinoceronte por pura dedução? Então, podemos dizer que a dedução
não está longe de ser um meio para adquirir
conhecimento com a pratica, já que a razão pode também transferir
para dedução o fator principal para fazer a experiencia. Assim
como na física se diz que a massa é igual em todo o universo e ela
só modifica, o conhecimento também é o mesmo, só modificamos os
meios e os termos em se referir aquilo que se quer referir. A neve
pode chamar neve para nós, mas os norte-americanos o a chamam de
“snow”,
a natureza da neve não se modifica com a mudança do termo. O mesmo
podemos dizer em todo o campo do conhecimento humano, porque temos
critérios dentro de nós que modificam as muitas maneiras de olhar
um mesmo objeto ou um objetivo. A moral humana nos remete ao valor
que damos aquilo e não só se vamos ou não seguir aquilo, mesmo
assim, podemos dizer que seja um meio para analisar os muitos pontos
de vista da realidade. Não confundamos moral com moralismo, pois a
moral é o que somos e o que temos como valor dentro da realidade e
sociedade, o moralismo é uma imposição religiosa e cultural do que
“achamos” certo o que os outros devem seguir. Neste caso, o
academismo se torna moralista quando impõem regras para ser um
acadêmico, principalmente aqui.
Temos
que ter a razão como critério e até duvidar de pesquisas que
envolvam doenças, já que essas pesquisas são financiadas por
milhões e esses milhões são dados
aos laboratórios, assim,
lucrando com as mesmas doenças que talvez criem. Não é difícil
que isso ocorra, como não é difícil que as pesquisas sejam
manipuladas, porque no mesmo modo o poder usa as religiões por medo
e desesperança, usa a ciência para impor certos pensamentos. O
remédio homeopático, por exemplo, por não ter comprovação
cientifica – imaginem se a
população ache curas próprias e não gastem com remédio
alopáticos – mas o alopáticos tem comprovação cientifica para
ser usado. Nos meus machucados, por exemplo, uso álcool
com casca de Barbatimão e
sara o machucado. Agora, imagine o quanto as industria perderiam se
todo mundo usassem esse tipo de remédio caseiro? A
ciência como conhecimento, não pode ficar amarrada nem em formas
ideológicas e muito menos, amarrada em um fanatismo barato que não
levará o homem ao seu progresso máximo.
Amauri Nolasco Sanches Junior, 39,
publicitário, TI e filósofo
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